Desde os tempos da faculdade questionava as coberturas que muitas vezes os meus futuros colegas de profissão faziam de certos acontecimentos. De que adianta uma empresa de ônibus implantar um sistema de segurança se um repórter for até a mesma e mostrar onde estão instaladas as câmeras que gravarão as ações dos marginais? Ora, se eu e você assistimos ao noticiário, quantos bandidos não terão visto a mesma notícia?
A população infelizmente supervaloriza os desastres, as desgraças, as avalanches de informações negativas que são veiculadas diariamente pelas mídias. Não estou dizendo com isso que, não se deve noticiar o que está acontecendo, só não podemos dar maior destaque ao crime ou criminoso do que a notícia por si só.
Quando damos informações com riqueza de detalhes sobre como o criminoso calculou o roubo do banco, o seqüestro, o assalto, enfim, temos que ter o cuidado de que estas particularidades não sejam um facilitador para que outras pessoas utilizem as mesmas para planejar outras ações. Afinal, já tem todo o esquema, é só aprimora-lo.
Muitas vezes os criminosos viram personagens adorados por outros. Dias desses foi preso um “jovem” assassino que venerava, o maníaco do parque. Interrogado pelo delegado disse que queria bater o recorde de seu ídolo.
Recentemente, após o último crime ocorrido em escola nos Estados Unidos, a imprensa decidiu que somente daria a notícia sem incremento dos detalhes. É uma ação positiva, humana e coerente. Sabemos que pela guerra da concorrência, vale qualquer coisa, porque se você não noticia, outra emissora sai na sua frente, mas bons acontecimentos também trazem audiência, o que diferencia é como a informação é passada. Liberdade de imprensa deve ser aliada da ética.
Não podemos fazer com que bandidos se tornem celebridades. Já é o bastante que o crime utilize a pobreza social e o descaso do governo para aliciar e conquistar a simpatia da população.
A população infelizmente supervaloriza os desastres, as desgraças, as avalanches de informações negativas que são veiculadas diariamente pelas mídias. Não estou dizendo com isso que, não se deve noticiar o que está acontecendo, só não podemos dar maior destaque ao crime ou criminoso do que a notícia por si só.
Quando damos informações com riqueza de detalhes sobre como o criminoso calculou o roubo do banco, o seqüestro, o assalto, enfim, temos que ter o cuidado de que estas particularidades não sejam um facilitador para que outras pessoas utilizem as mesmas para planejar outras ações. Afinal, já tem todo o esquema, é só aprimora-lo.
Muitas vezes os criminosos viram personagens adorados por outros. Dias desses foi preso um “jovem” assassino que venerava, o maníaco do parque. Interrogado pelo delegado disse que queria bater o recorde de seu ídolo.
Recentemente, após o último crime ocorrido em escola nos Estados Unidos, a imprensa decidiu que somente daria a notícia sem incremento dos detalhes. É uma ação positiva, humana e coerente. Sabemos que pela guerra da concorrência, vale qualquer coisa, porque se você não noticia, outra emissora sai na sua frente, mas bons acontecimentos também trazem audiência, o que diferencia é como a informação é passada. Liberdade de imprensa deve ser aliada da ética.
Não podemos fazer com que bandidos se tornem celebridades. Já é o bastante que o crime utilize a pobreza social e o descaso do governo para aliciar e conquistar a simpatia da população.


2 comentários:
Acredito que tenha a ver com a cultura do país, sei lá, nós brasileiros adoramos uma desgraça, somos curiosos além da conta.
Talvez podemos tentar fazer a nossa parte e mudar isso! um super abraço
Mandou bem Ton, também acho que a imprensa às vezes exagera!!!
Lembro quando voce falava sobre isso!!!
bjos
Postar um comentário